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Comunicado: O relatório “Empregos para o Clima” mostra o caminho para uma transição energética justa

Hoje (quinta-feira) às 19h00 no CES-Lisboa (Picoas Plaza), a campanha “Empregos para o Clima” vai apresentar o seu novo relatório que mostra que é possível combater a crise climática, a precariedade e desemprego ao mesmo tempo.

A campanha “Empregos para o Clima” propõe a criação de 100 mil novos empregos no setor público (em energias renováveis, nos transportes públicos, na eficiência energética e na floresta) e o relatório explica como tal poderia reduzir as emissões de gases de efeito de estufa em 60-70% nos próximos 15 anos. Esta meta é o mínimo exigível para limitar o aquecimento global por 2ºC em relação aos níveis pré-industriais, isto é, para cumprir o Acordo de Paris.cartaz_empregos_clima_a4 light

Sinan Eden, um dos editores do relatório e ativista do Climáximo explicou que a campanha tem apoio de vários sindicatos e organizações ambientalistas e é um passo importante construir um movimento pela justiça climática e social que responda ao desafio das alterações climáticas. “O Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 que o governo apresentou na semana passada visa cortar as emissões entre 11 e 24% até 2030, que significa um caminho para 4ºC de aquecimento global.” disse o ativista e acrescentou que a falta de ambição dos governos deve ser contestada pelos movimentos sociais.

A moderadora da sessão, Ana Mourão, sublinhou que Portugal está a sentir cada vez mais os impactos do aquecimento global através de incêndios florestais mortais e secas crónicas. Acrescentou que, por isso, é cada vez mais urgente pensar numa proposta política verdadeira para um transição energética justa que melhore as condições de vida das pessoas.

A sessão de lançamento do relatório ocorre hoje às 19h00 e conta com intervenções de Manuel Carvalho da Silva, ex-coordenador da CGTP-IN e diretor do CES-Lisboa, Américo Monteiro, membro da comissão executiva da CGTP-IN e responsável do Departamento para o Desenvolvimento Sustentável, e Ana Delicado, investigadora em alterações climáticas no Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa.

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