Empregos para o Clima: para a descentralização e resiliência

alentejo seca

O abandono dos territórios do interior toca o alarme e torna-se bastante visível quando há incêndios florestais incontroláveis ou quando uma tempestade atinge as zonas urbanas sem infraestruturas suficientes para lidar com ela. Na era das alterações climáticas, é preciso criarmos uma economia e sociedade resilientes.

Uma transição energética justa tem que apostar em energias renováveis, que estão espalhadas pelo país inteiro e portanto impulsionariam investimento público e emprego digno em todas as regiões. Ao mesmo tempo, um forte investimento em transporte ferroviário pode não só reduzir o consumo de combustíveis fósseis por parte dos transportes individuais, mas também criaria acessibilidades para as populações de todas as regiões.

O relatório da campanha Empregos para o Clima detalha que empregos seriam necessários em que sectores para cortar radicalmente as emissões de gases com efeito de estufa. Um quarto destes empregos seria em energias renováveis, um quarto seria nos transportes públicos (principalmente comboios) e um sexto seria na floresta (guardas florestais, bombeiros profissionais e administração pública).

Os Empregos para o Clima podem trazer bem-estar às populações e aos territórios, com empregos dignos e socialmente úteis, e com investimento público em todas as regiões.