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Empregos para o Clima: para Segurança Energética

Regra geral, as fontes renováveis precisam duma gestão mais sofisticada do que combustíveis fósseis. O sol brilha só durante o dia, os ventos são mais fortes à noite mas são distribuídos pelo país inteiro, as marés são oscilantes, etc., e não existe uma correspondência directa entre o consumo e a produção. As centrais termoelétricas resolvem este assunto pela queima contínua dos combustíveis fósseis, mesmo que haja sobre-produção em muitos momentos.

Desde smart grids até armazenamento de energia, existem diversas soluções para este problema, já testadas e comercializadas em grande escala. Contudo, em Portugal, há uma outra realidade que faz com que as energias renováveis acabem por ser mais seguras que combustíveis fósseis.

Actualmente, Portugal tem uma dependência energética de 78%. O país importa gás da Argélia e Qatar, petróleo de Angola, Arábia Saudita e Argélia, carvão da Colômbia, e ainda compra eletricidade de Espanha. A grande insegurança energética em Portugal é originada pela dependência energética.

Contudo, o mesmo Portugal tem 2500–3200 horas de sol por ano e recebe os ventos fortes do Oceano Atlântico. Apostar em energias renováveis em Portugal é investir em segurança energética.

Ainda mais, estas fontes renováveis são geograficamente dispersas. Um sistema energético descentralizado é o maior seguro na era das alterações climáticas. Se alguma infraestrutura falha por um evento meteorológico extremo (tempestades, incêndios, etc.), o resto de país não ficaria sem energia e portanto poderia alocar os seus recursos para resgatar as zonas afectadas.

O relatório da campanha Empregos para o Clima mostra o caminho para uma verdadeira transição energética justa.

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