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Empregos para o Clima reuniu com partidos políticos para explicar a campanha

A campanha Empregos para o Clima tem um plano para a transição justa, construído colectivamente por especialistas e activistas, e que tem apoio de vários sindicatos, associações e grupos ambientalistas. A campanha foi lançada em 2016 e neste momento conta com o apoio de 14 organizações da sociedade civil.

Resumidamente, exigimos a criação de 100 mil novos postos de trabalho no sector público, nos sectores-chave como energias renováveis, transportes públicos e eficiência energética, ao mesmo tempo garantindo prioridade de emprego aos trabalhadores dos sectores poluentes, para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em Portugal por 60-70% nos próximos 10-15 anos. Neste momento, Empregos para o Clima é o único plano compatível com a ciência climática e é a única campanha que alcançaria justiça social e justiça climática ao mesmo tempo.

Nos últimos meses, reunimos com vários partidos políticos para explicar a urgência climática, a proposta e os princípios da campanha.

Tivemos audiência com o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Social Democrata (PSD), o Partido do Centro Democrático Social – Partido Popular (CDS-PP), o Partido Pessoas–Animais–Natureza (PAN) e o Partido Comunista Português (PCP). Dos partidos com assento parlamentar, o único partido que não respondeu ao nosso pedido de audiência foi o Partido Socialista (PS).

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Parece haver um consenso entre os partidos em aceitar os factos da ciência climática, mas sem necessariamente aceitar as consequências políticas da mesma. Como a Greta Thunberg, jovem activista que lançou as greves climáticas estudantis, disse em Janeiro passado: “A nossa casa está a arder. Estou aqui para dizer-vos que a nossa casa está a arder. […] Quero que ajam como agiriam numa crise. Quero que ajam como agiriam se a nossa casa estivesse a arder. Porque está.”

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Neste sentido, estamos neste momento a trabalhar numa lista de reivindicações da campanha, com propostas concretas que devem ser implementadas ontem: uma lista de medidas políticas com maior impacto na transição energética, que ao mesmo tempo avançam no sentido da justiça climática.

Brevemente, vamos dar novidades sobre este trabalho e pedir novamente reuniões com os partidos políticos para esclarecer a sua posição, disponibilidade e compromisso para uma verdadeira transição energética justa em Portugal.

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