A trabalhar (por um mundo melhor)...

Empregos para o Clima: um plano social para a transição justa

Cada vez mais, os decisores políticos estão a ser pressionados pelos movimentos sociais que desmascaram a inacção climática dos governos nas últimos décadas. Mais relatórios científicos e mais protestos sincronizam a agenda pública e a urgência climática. A nível mundial, temos que reduzir as emissões de gases com efeito de estufa por 50% até 2030. Os governos que aceitam o consenso científico assinaram muitos papéis e fizeram compromissos – muitas vezes ridiculamente insuficientes – para reduzir as emissões, mas não explicam como esta redução aconteceria.

A campanha Empregos para o Clima mostra um plano social para executar uma verdadeira transição energética justa em Portugal. Temos de criar dezenas de milhares de postos de trabalho no sector público, nos sectores-chave que têm impacto directo nas emissões, com garantia à requalificação e prioridade ao emprego para as trabalhadoras e os trabalhadores dos sectores poluentes (como centrais termoelétricas, refinarias, etc.).

Mais concretamente, o governo tem de criar:

  • 45 000 empregos nas energias renováveis

  • 20 000 – 30 000 empregos em transportes públicos

  • 30 000 empregos para eficiência energética nos edifícios e na indústria

  • 10 000 – 30 000 empregos na agricultura e resíduos

  • 20 000 empregos na floresta

  • e ainda mais milhares de empregos na formação profissional.

O relatório da campanha Empregos para o Clima detalha estes empregos, que somam de 120 000 a 160 000 novos postos de trabalho.

Neste momento, existem 20 000 trabalhadores directamente ou indirectamente empregados pela indústria petrolífera. Estas pessoas devem ter prioridade nos novos postos de trabalho da transição energética. Depois, ainda mais 100 000 pessoas que neste momento vivem em desemprego e na precariedade podem ter empregos dignos e socialmente úteis.

Sabemos exactamente o que deve ser feito. Temos um plano social, desenhado pelos activistas, sindicalistas e académicos. Neutralidade carbónica não é uma ideia no papel. É preciso agir na mundo real para uma verdadeira transição energética justa e rápida.

Leave a comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *