#5. Mobilidade urbana ferroviária

Expansão das redes ferroviárias metropolitanas

Investimento no metro e nos comboios suburbanos em Lisboa e no Porto para um aumento significativo da mobilidade urbana e uma redução drástica de transporte individual

Segundo os dados do INE, aproximadamente 60% das deslocações nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foram feitas por automóveis em 2017. Metade das deslocações são para ir de e para o trabalho (30%) ou às compras (20%). Tudo isto pode ser reduzido substancialmente por um aumento da densidade das redes de metro e comboios suburbanos que fomentem as deslocações em transporte público, reduzindo a necessidade de transbordos. As linhas que devemos urgentemente construir, priorizando aquelas que potencialmente darão maior contributo para a redução da utilização do transporte individual ao menor custo, são as seguintes:

Comboios Suburbanos
Lisboa Porto
Pinhal Novo – Chelas, via Barreiro, túnel sobre o Tejo fechando a circular ferroviária da AML Linha do Vale de Sousa – Fafe – Paços de Ferreira – Valongo – Baguim do Monte – Fânzeres – São Cosme – Avintes – Miramar
Fogueteiro – Seixal – interface ferroviário do Barreiro – Chelas Reactivação da Linha Contumil/Ermesinde – Matosinhos; via Hospital de S.João – São Mamede de Infesta
Loures – Chelas, via Santo António dos Cavaleiros – interface ferroviário de Póvoa de Santo Adrião – Portela Linha Litoral Norte Viana-Coimbrões; via Esposende – Vila do Conde – Aeroporto Sá Carneiro – interface Porto de Leixões – Norte Shopping – Ramalde – VCI (fechando a Circular Ferroviária do Porto)
Linha circular: Póvoa de Santo Adrião – Odivelas – interface ferroviário Reboleira – Hospital Amadora/Sintra – Carnaxide – Alfragide – interface ferroviário de Miraflores – interface ferroviário de Algés Linha de Gaia Oriental: Oliveira de Azeméis – São João da Madeira – Arrifana – Lourosa – Canelas – Vilar Andorinho – Campanhã
Linha circular: Alverca – Vialonga – MARL – Loures – Sabugo (Linha Oeste) – Cacém – TagusPark – Carcavelos Recuperação da Linha Espinho – Oliveira de Azeméis
Linha do Ocidente Central: Hospital de Cascais – interface ferroviário do Taguspark – Linda-a-Velha – interface Miraflores – túnel Monsanto – interface Campolide – Rossio  
Linha circular Cascais/Oeste: Hospital de Cascais – interface Mem Martins – interface Sabugo (Linha do Oeste)  

Metros
Lisboa Porto
Metro de Lisboa Metro do Porto
Linha Amarela I: Odivelas – Ramada – Hospital de Loures Maior densidade de ligações entre as duas Margens do Douro em função de estudo do padrão de deslocações e ligando as principais fontes de tráfego rodoviário
Linha Verde: Telheiras – Horta Nova – Bairro Padre Cruz – Famões Casal de Cambra – Caneças  
Linha Vermelha I: São Sebastião – Campolide – Amoreiras – Campo de Ourique – Prazeres – Agronomia – Boa Hora – Ajuda – Restelo – Hospital S Francisco Xavier – Miraflores  
Metro Sul do Tejo  
Fogueteiro–Seixal–Barreiro–Moita–Montijo–Alcochete  

Empregos necessários

Construção e renovação das linhas

Fabrico de peças, componentes e veículos

Prestação e manutenção dos serviços (condutores, inspectores, mecânicos, técnicos, administrativos)

Técnicos de segurança e saúde no trabalho

Financiamento

Hoje em dia os impostos especiais com origem no sistema de transportes baseado nos combustíveis fósseis totalizam mais de 10% de todas as receitas fiscais. No entanto, o investimento num sistema de transporte público descarbonizado está longe de atingir os 10% das receitas fiscais. As metas acima mencionadas podem ser financiadas por uma fracção das receitas destes impostos. Ao mesmo tempo, devem ser eliminados progressivamente os benefícios fiscais e para-fiscais dados aos combustíveis fósseis a um ritmo de 25% ao ano até 2024. Deve notar-se que de 2018 até 2030 o Estado deixará de pagar às PPP rodoviárias e ferroviárias cerca de 6 mil milhões de euros que desejavelmente deverão ser redireccionados para o investimento na ferrovia.