#7. Coisas feitas para durar

Acabar com obsolescência programada

Enquadramento legal para acabar com obsolescência programada de toda a espécie de produtos e com restrições severas aos que sejam importados e não cumpram essas normas

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Há um consenso sobre o facto de termos de consumir menos. Contudo, isto geralmente vem num contexto de austeridade ecológica, baseada nos sacrifícios individuais quase impossíveis no actual sistema de produção. É preciso uma produção baseada nas verdadeiras necessidades das pessoas.

Para reduzir o consumo total de energia, temos que racionalizar a produção e apostar em ciclos longos de utilização de todos os produtos, particularmente os que consomem energia mais intensivamente. Isto significa termos eletrodomésticos com garantias vitalícias e aparelhos electrónicos actualizáveis e reparáveis. Neste momento, estas opções nem sequer existem. Quando existem, é quase sempre mais barato e mais fácil comprar um novo aparelho em vez de tentar substituir uma peça. As empresas sabem como produzir produtos resistentes, mas não o fazem porque isto não gera lucro.

Precisamos de uma forte regulamentação contra a obsolescência programada e precisamos de lembrar ou reinventar a cultura de arranjo e conserto. Uma forma de fomentar a economia circular e limitar a obsolescência programada é penalizar economicamente a venda de bens duradouros e usar os fundos assim obtidos para subsidiar a venda de serviços que substituem a necessidade de aquisição desses mesmos bens. O incremento da venda de serviços que substituem a aquisição de bens duradouros contribuirá também para a redução das importações, a melhoria da balança comercial e a redução de emissões associadas ao transporte marítimo.

Empregos necessários

  • Inspecção e fiscalização
  • Reparação e manutenção das peças electrónicas
  • Distribuição e venda de peças substituíveis
  • Reciclagem e reutilização das peças antigas
  • Formação contínua em novas tecnologias

Financiamento

Para a realização desta meta é preciso contratar milhares de trabalhadores que possam fiscalizar produtos importados, reparar e recuperar produtos electrónicos, dar visibilidade às alternativas reais aos produtos descartáveis, e administração deste processo. Com tanta discussão pública sobre economia circular, deve ser bastante fácil os governos encontrarem dinheiro para pagar os salários destas pessoas. Em qualquer caso, como esta medida é directamente ligada à criação dos Empregos para o Clima, incluímos o seu financiamento inicial no financiamento da própria campanha.